Quando o jogo escapa pelas mãos
Paysandu abre o placar, mas volta a sofrer com apagões durante a partida, leva a virada do Amazonas e desperdiça mais uma oportunidade importante na Série B.
Por Jô Bragança
O Paysandu voltou a tropeçar longe de Belém. Na noite deste domingo (26), em Manaus, o Papão foi derrotado pelo Amazonas por 2 a 1, em uma partida que, pelas circunstâncias, parecia plenamente vencível para a equipe bicolor.
O roteiro, infelizmente, já é conhecido pelo torcedor. O Paysandu faz bons momentos, consegue competir, mas desliga por alguns minutos e acaba sendo castigado. Foi exatamente isso que aconteceu diante do Amazonas, que vinha de três partidas sem vencer e aproveitou as oportunidades para conquistar a virada.
É preciso reconhecer que o técnico Júnior Rocha vem realizando um bom trabalho, mas também é hora de buscar alternativas. A insistência no mesmo esquema tático e na mesma forma de jogar parece não estar produzindo os resultados esperados. Em uma Série B tão equilibrada, insistir em uma estratégia que deixa espaços e provoca constantes oscilações pode custar caro.
Quem assistiu ao duelo contra o Guarani, na Curuzu, certamente lembra que, apesar da heroica virada bicolor, o primeiro tempo foi muito abaixo. O Paysandu poderia ter ido para o intervalo perdendo por um placar ainda maior. A reação veio na etapa final, muito por mérito da equipe, que não desistiu da partida, mas também pela postura do próprio Guarani, que recuou excessivamente e entregou a posse de bola ao Papão.
Contra o Amazonas, porém, a história foi diferente. A equipe adversária não abriu mão do jogo e soube aproveitar o momento de instabilidade do Paysandu para virar o placar.
Ainda há muito campeonato pela frente, mas os erros têm se repetido com frequência. Se quiser brigar por objetivos maiores na competição, o Papão precisará corrigir esses apagões e encontrar novas soluções dentro de campo antes que a sequência de resultados comprometa a caminhada.
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