Desaparecimento de adolescente no Ver-o-Rio ganha novos desdobramentos; mãe questiona versão apresentada por testemunhas

Polícia Civil analisa imagens de câmeras, depoimentos e conteúdo do celular de Winy Beatriz, enquanto familiares levantam novas hipóteses sobre o caso.

Desaparecimento de adolescente no Ver-o-Rio ganha novos desdobramentos; mãe questiona versão apresentada por testemunhas
Imagem divulgação

As buscas pela estudante Winy Beatriz Bonettere da Trindade, de 17 anos, seguem mobilizando equipes do Corpo de Bombeiros e familiares no Complexo Ver-o-Rio, em Belém. Enquanto os militares mantêm as operações de mergulho na tentativa de localizar a adolescente, a Polícia Civil intensificou as investigações para esclarecer o que realmente aconteceu antes do desaparecimento.

O caso é conduzido pela Divisão de Atendimento ao Adolescente (DATA), que já ouviu adolescentes que estavam com Winy no momento do ocorrido, além de testemunhas. Os investigadores também analisam imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades, que podem ajudar a reconstruir os últimos momentos da jovem.


A mãe da adolescente, Wanessa Bonerrete, contesta a versão apresentada por pessoas que acompanhavam a filha. Segundo ela, a informação de que Winy teria intenção de tirar a própria vida não condiz com os planos que a estudante havia feito naquele dia. De acordo com a família, antes de sair de casa, a adolescente informou que iria para a escola e, pouco depois, avisou que estava bem, pedindo que o padrasto fosse buscá-la no fim da tarde para participar de uma atividade de vôlei na igreja.


Outro ponto levantado pela mãe é a suspeita de que a filha possa ter consumido bebida alcoólica e antidepressivos antes do desaparecimento. Essas informações, segundo Wanessa, chegaram à família por meio de pessoas ligadas ao caso e deverão ser confirmadas ou descartadas durante a investigação policial.

O celular da adolescente, recuperado pela família, também passou a integrar a apuração.


Em conversas encontradas no aparelho, Winy trocava mensagens com um contato identificado como "Jonas", nas quais havia referência à compra de bebidas alcoólicas e drogas. Em uma das mensagens, a jovem escreveu que pretendia "voltar viva para casa, de preferência". A autenticidade e o contexto dessas conversas ainda serão analisados pelas autoridades.


A mãe também chamou atenção para o fato de a filha ter deixado os sapatos e o celular guardados na mochila antes de entrar na água, comportamento que, na avaliação da família, não reforça a hipótese de suicídio.


Segundo relatos recebidos pelos familiares, um terceiro rapaz, maior de idade, chegou a entrar no rio para tentar salvar Winy, mas desistiu devido ao risco de também se afogar. Wanessa ainda criticou a demora no acionamento do socorro e afirmou que testemunhas relataram que a adolescente aparentava estar desorientada antes de entrar na água.


O Complexo Ver-o-Rio é um dos locais mais frequentados por jovens em Belém, embora existam placas alertando para o risco e proibindo banho na área devido à forte correnteza da Baía do Guajará.


As investigações continuam para esclarecer se a adolescente entrou na água por iniciativa própria, se foi incentivada por terceiros ou se houve outras circunstâncias que contribuíram para o desaparecimento.


Crédito: Com informações de Carol Menezes, Diário do Pará, e da repórter Sancha Luna (RBATV).